As cirurgias refrativas, como são chamadas, visam tratar as quatro principais deficiências oculares: a Miopia, o Astigmatismo, a Hipermetropia e a Presbiopia, doenças conhecidas como Erros de Refração. Graças às novas tecnologias, os últimos anos trouxeram grandes avanços e melhorias nas técnicas de cirurgia a laser, permitindo que cada vez mais pessoas tivessem acesso à esse tipo de procedimento.
Apesar de ter se tornado cada vez mais popular e acessível, as cirurgias refrativas possuem contraindicações, que apresentaremos neste artigo. Confira!
Em primeiro lugar, é apresentar os pré-requisitos necessários para que o paciente ser submetido ao procedimento. Nossa equipe médica realiza uma bateria de exames pré-operatórios complementares para avaliar a situação da córnea. Além disso, as condições necessárias para um resultado bem sucedido são:
Com todos os dados em mãos, nossa equipe poderá indicar a melhor técnica para cada caso e encaminhar o paciente para cirurgia.
O ceratocone é uma doença degenerativa no olho, que altera a estrutura da córnea, tornando-a mais fina e a modificando para um formato mais cônico que o normal. A doença se manifesta, com frequência, em pacientes alérgicos, que possuem o hábito de coçar muito os olhos e, geralmente, é diagnosticada entre os 20 e 30 anos.
O diagnóstico pode ser realizado em exames como a Topografia da Córnea, exame que mostra o formato e relevo precisos da córnea.
Assim como as cirurgias refrativas, o tratamento do ceratocone também é desenvolvido na clínica, com procedimentos próprios para a deficiência.
Consideramos Amblíope o olho que não possui visão normal, mesmo com o uso de óculos ou lentes corretivas. A ambliopia acontece, geralmente, quando não há o estímulo para o desenvolvimento do córtex visual no cérebro durante a infância, estando frequentemente associada ao estrabismo ou a diferença de grau elevada entre os olhos não corrigidas durante a infância, de preferência, antes dos seis anos de idade.
Pacientes com olhos amblíopes não estão impedidos de realizar a cirurgia, mas a cirurgia não melhora a visão, já que não se trata de um erro de refração e, sim, de uma deficiência no córtex visual.
A tecnologia da cirurgia a laser permite que a recuperação do paciente aconteça rapidamente: em pouco tempo, já é possível voltar às atividades normais. No entanto, pacientes com doenças sistêmicas autoimunes, como Lúpus Eritematoso Sistêmico ou Artrite Reumatoide poderão ter reações inflamatórias exacerbadas ou dificuldades na cicatrização.
Além disso, pacientes com doenças do colágeno, como Esclerose Sistêmica Progressiva, Dermatomiosite, Esclerodermia e Síndrome de Marfan também podem ser incluídos no grupo de indivíduos que poderão apresentar tais tipos de dificuldades pó-operatórias.
Assim como no tópico anterior, indivíduos com diabetes também podem apresentar dificuldades na cicatrização. Além disso, as variações na taxa de glicose no sangue poderão causar alterações no grau dos óculos.
Por isso, esses pacientes só poderão ser submetidos à cirurgia caso a glicemia já esteja controlada por um longo período.
A catarata é a opacificação do cristalino ocular, ou seja, pacientes em qualquer estágio da doença não devem fazer a correção do grau com laser, uma vez que, para essa disfunção, já há um tratamento específico e mais efetivo, que corrigirá o grau existente, o implante de lente intraocular. O laser pode ser utilizado após o procedimento, como auxílio na correção de um possível grau residual.
Pacientes com glaucoma também possuem contraindicação à cirurgia de correção refrativa a laser já que a incidência pode modificar a curvatura da córnea. A consequência disso é uma alteração da pressão intraocular, se tornando mais baixa após a cirurgia. Por conta disso, o indicado é que o tratamento de correção seja realizado à parte e com cuidados especiais, indicados pela equipe médica.
Os indivíduos com histórico de herpes ocular também não podem ser operados por conta da agressão do laser e do uso de corticoestereoides no pós-operatório, que acabam por agravar as chances de reincidência do quadro.
Independente de qual seja o seu quadro, é importante que todo processo de pré-operatório seja acompanhado por um oftalmologista de confiança, para que ele possa indicar os procedimentos personalizados e mais indicados ao seu caso. Informe-se!
A C. O. M. Dr. Ricardo Martin está de portas abertas para trazer cada vez mais informação a você e atender as suas necessidades de maneira individual.